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01/03/2012
Ano 15 - Número 776

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"Amigo da Cultura"


ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

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Luiz Carlos Amorim
LAPTOPS E TABLETS NAS ESCOLAS PÚBLICAS
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O uso de computador na sala de
aula pressupõe melhoria na qualidade de ensino, pois significa acesso rápido a
toda e qualquer informação e muitos outros recursos na ponta dos dedos. Há
quem conteste esse benefício, mas o que se espera é que haja ganho no
aprendizado com o uso das tecnologias que tomaram conta do nosso dia a dia. O
professor teria mais conteúdo para usar e mais tempo para dar aula, pois não
precisaria esperar os alunos copiarem matéria do quadro, não teria que
escrever quase nada no quadro e poderia usar a internet, acessando os assuntos
necessários e os alunos simplesmente teriam que anotar endereços de sites da
web ou usariam a facilidade de copiar e colar ou gravar páginas em pdf ou nos
favoritos, para acessar mais tarde a fim de estudar.
Supõe-se, é claro, que todas as escolas, em todo o Brasil, têm internet, para
que o uso de laptops e tablets seja possível e pleno. O que ainda não é uma
realidade, nem todas as escolas públicas dispõe de acesso à grande rede. É
verdade que, a medida que os aparelhos forem chegando, o acesso à internet, se
não houver, pode e deve ser providenciado, por estados ou municípios, conforme
seja o mantenedor da escola.
O edital do MEC – Ministério da Educação – para a aquisição de tablets pelas
redes públicas de ensino já está disponível para que as escolas se inscrevam.
A verdade é que já existe o programa do governo “Um computador por Aluno”,
desde 2009, mas até agora ele não foi aplicado como prometido. A meta do
governo Lula, com o programa, era contemplar cada estudante dos primeiro e
segundo graus da rede pública com um computador para uso pessoal. Mas apenas
quinhentas escolas do país foram contempladas com os laptops (ou notebooks) do
programa UCA, um índice de menos de dois por cento de todos os estudantes
brasileiros do ensino fundamental e médio.
O MEC diz que o programa que levará os tablets para a sala de aula não
pretende substituir o programa dos laptops. O novo programa viria para
complementar o anterior - que não cumpriu o objetivo de colocar um notebook
(ou netbook, que não emplacou?) na mão de cada estudante do ensino público
fundamental e médio.
O programa Um Computador por Aluno foi criado em 2005, mas só iniciou a
entrega dos aparelhos a algumas escolas de alguns cidades brasileiras em 2009.
Esperemos que o novo programa não demore tanto tempo para ser aplicado e
atinja todas as cidades brasileiras, em todos os estados.
(01 de março/2012)
CooJornal nº 776
Luiz Carlos
Amorim,
escritor, poeta e editor
Coordenador do
Grupo
Literário A ILHA
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lc.amorim@ig.com.br
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