25/11//2011
Ano 15 - Número 763





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ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 


Luiz Carlos Amorim



O ABANDONO DAS ESCOLAS PÚBLICAS

 




 

Tenho falado, no meu blog, da falta de manutenção de prédios públicos de Joinville, que tem interditado instituições importantes da cidade, como escolas, museus, espaços culturais, etc.

Pois isso não é privilégio da Manchester Catarinense, embora isso não justifique a deterioração de seus espaços públicos. Há coisa muito pior. As escolas estaduais estão caindo aos pedaços, abandonadas pelo governo.

Em várias cidades do Estado, há muita criança sem aula porque existem escolas que estão literalmente ruindo. O teto cai, as paredes estão rachadas, instalações elétricas são apenas um emaranhado de fios a descoberto, oferecendo perigo a todos, as instalações hidráulicas não funcionam, com pias e banheiros interditados, e por aí afora.

E não são casos isolados. São muitos casos. De maneira que vemos que a educação, além de estar perdendo qualidade por mudanças da sistemática de ensino, por parte do poder público que ao invés de trazer progresso traz retrocesso, além de pagarem mal aos professores e de colocarem pessoas não qualificadas em alguns postos, o espaço que acolhe a escola, o lugar onde a escola deve desempenhar o seu papel de educar está deteriorado, destruído, incapaz de acolher alunos e professores.

Onde estão as autoridades instituídas, a serviço dos cidadãos que representam, que não estão fazendo a manutenção das escolas? Há poucos dias um telhado desabou em sala que estava em horário de aula e por pouco pedaços de concreto não atingem professora e alunos, em Florianópolis.

A intenção é fazer a escola falir em todos os sentidos? Estão mudando maneiras de ensinar que sempre deram resultado, para outras de caráter duvidoso, que estão fazendo com que alunos de terceiro, quarto ano até, não dominem a escrita e a leitura. Os professores não são bem pagos e não lhes é facultada a possibilidade de se atualizarem, de se qualificarem progressivamente. Os prédios escolares não têm manutenção, não têm equipamentos. As bibliotecas escolares do Estado não têm bibliotecários, não existe este cargo, elas são cuidadas por professores que estão impossibilitados, por qualquer razão, de estarem na sala de aula. Então, nem sempre há um professor cuidando da biblioteca.

Onde foi parar o ensino público de qualidade? Não é hora de exigi-la de volta?


(25 de novembro/2011)
CooJornal no 763