11/11//2011
Ano 14 - Número 761





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"Amigo da Cultura"

 

ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 


Luiz Carlos Amorim



Nosso cupido Hermes Macedo
 




 

Minha amiga Urda perguntou, numa crônica de um de seus últimos livros, se o leitor lembrava das Lojas Hermes Macedo. Eu respondi a ela, numa de minhas crônicas, que sim, que eu lembrava, porque conhecera minha esposa por meio delas, a de Joinville. Que isso dava uma crônica.

Pois aqui está ela. No próximo mês de julho, estamos de aniversário, completamos 28 anos de casados. E este mês dos namorados me faz pensar em um presente.

Eu a conheci há 30 anos, logo que comecei a trabalhar no Banco do Brasil. Trabalhava em São Francisco do Sul, no setor rural, que financiava a agricultura da região, então atendia aos agricultores e fazia seus cadastros para a obtenção de empréstimos. Muitos deles compravam máquinas agrícolas na Hermes Macedo e por isso o setor da loja que aprovava as vendas contatava conosco, para confirmar o financiamento do cliente. O leitor já percebeu que quem pedia as informações do lado de lá, na loja, era a minha futura cara-metade e do lado de cá, no banco, era eu quem as fornecia.

Conversa de trabalho vai, conversa não de trabalho vem, acabamos nos encontrando uma vez, mais uma e estávamos namorando. Mais ou menos dois anos depois estávamos nos casando. O engraçado é que, na verdade, o primeiro encontro não era com Stela, era com uma colega dela da qual eu sinceramente não lembro o nome, com quem eu também tratava profissionalmente. Mas minha esposa foi junto, naquele encontro, e o segundo já foi só com ela.

Tivemos três filhas, perdemos a primeira, pedaço de mim que ficou em Joinville, mas Fernanda faz 25 anos este mês, é fisioterapeuta, e Daniela formou-se em educação física e está fazendo especialização em dança, pois é bailarina. Não imagino presente maior que eu pudesse ter recebido, nestes vinte e tantos anos de vida em comum.

De presente para ela, preciso pensar, no mínimo, em uma viagem de férias como a que fizemos, há dois anos, para Portugal, Espanha e Marrocos. Mas, por enquanto, dou-lhe apenas essa crônica, com tudo o que ela representa.


(11 de novembro/2011)
CooJornal no 761