
26/08//2011
Ano 14 - Número 750

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ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética
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Luiz Carlos Amorim
A RESSURREIÇÃO |

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Eis que recebo, da minha amiga Norma Bruno, uma mensagem belíssima sobre o
renascimento de um ipê amarelo. Ela sabe que sou maluco por árvores,
principalmente as floríferas, e me deu de presente um quadro ímpar da Mãe
natureza.
Trata-se de uma foto de um ipê que havia sido cortado para usar a sua madeira
como poste de
fiação elétrica. Há crime maior do que este, cortar uma árvore que floresce tão
fantasticamente,
para transformá-la em poste? Sei que não é incomum, infelizmente, também cortam,
ainda, pés de
jacatirão para fazer lenha, dá para acreditar?
Pois cortaram o pé de ipê e fincaram na beirada da rua para suportar os fios de
luz. Mas ele não
se deu por vencido, rebelou-se e brotou, floresceu cores. Lutou contra a maldade
humana, criou
raízes de novo, brotou folhas e galhos e floresceu triunfalmente.
A força da natureza é incomensurável e o homem não pode com ela. Por isso
precisamos respeitar
mais a natureza, respeitá-la como ela merece. Se continuarmos a desrespeitá-la,
ela revelará
muito mais da sua força, como já tem dado mostras pelo mundo.
O pé de ipê de Porto Velho, a árvore que revoltou-se e se recusou a morrer, é um
marco naquela
cidade, florescendo majestosamente, irmã gêmea do sol. Rondônia tem um sol a
mais em seu chão,
refletindo luz e vida.
Junto com a foto veio um pequeno poema, sem crédito de autoria, que eu tomo a
liberdade de
transcrever:
“Um Ipê Amarelo foi cortado e seu tronco / foi transformado em um
poste. / Após o
poste ser fincado na rua, / foram instalados os fios da rede elétrica. / Eis que
a árvore se
rebela contra a maldade / humana e resolve não morrer. / Mas a reação foi
pacífica, bela e cheia
de amor. / Rebrotou e encheu-se de flores. / Assim é a natureza...vencedora !”
(26 de agosto/2011)
CooJornal no 750
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