Muito se tem falado sobre o papel
de plástico, nos últimos dias: revistas, jornais, televisão, todos estão
chamando atenção para a nova alternativa na produção de impressos, que
privilegia o meio-ambiente. De maneira que não há como não voltar ao assunto.
A nova tecnologia, - nacional, frize-se - utiliza um dos lixos que levam mais
tempo para se decompor na natureza, o plástico. Sem contar que a produção
desse papel, a partir do plástico reciclado, evita que sejam cortadas milhares
de árvores, que continuando na natureza, melhorarão o ar que respiramos.
Atualmente, são produzidas quarenta toneladas de papel de plástico, pela
empresa Vitopel, de Votorantim, no estado de São Paulo. Daqui a um ano, eles
pretendem estar produzindo cinco vez mais do que isso, pois a aceitação do
produto está sendo melhor do que o esperado. Pode até ser que estejam
fabricando, até lá, mais do que as duzentas toneladas, pelo interesse que o
novo papel está suscitando.
E não é para menos: apesar de custar um pouco mais que o papel couchê, o papel
de plástico é melhor do que ele, não rasga, é impermeável – lavável, portanto
- e precisa de vinte por cento menos tinta para ser impresso. E o preço, como
já dissemos em outra oportunidade, tende a diminuir, à medida que a demanda
aumenta.
Já existem, por exemplo, escolas municipais e técnicas imprimindo seus livros
didáticos com o papel de plástico, toneladas deles. A durabilidade dos livros
de plástico é maior, o que faz com que possam ser usados por mais tempo pelos
estudantes.
As editoras estão testando e analisando as qualidades do novo papel de
plástico e logo logo teremos no mercado livros literários impressos no
produto.
A revolução na maneira de como o livro será apresentado ao leitor, daqui por
diante, que passa pelo livro eletrônico, em ascensão atualmente, passa a
contar agora, também, com a novidade do papel de plástico, que torna a obra
impressa ainda mais durável.
Esta nova tecnologia vem confirmar a expectativa de que o livro impresso não
acabará tão cedo, que não concorrerá com o e-book para sobreviver, como querem
alguns, mas conviverá com ele pacificamente.