16/04//2011
Ano 14 - Número 731





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"Amigo da Cultura"

 

ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 


Luiz Carlos Amorim
 

O ADVENTO DO PAPEL DE PLÁSTICO




 

Muito se tem falado sobre o papel de plástico, nos últimos dias: revistas, jornais, televisão, todos estão chamando atenção para a nova alternativa na produção de impressos, que privilegia o meio-ambiente. De maneira que não há como não voltar ao assunto. A nova tecnologia, - nacional, frize-se - utiliza um dos lixos que levam mais tempo para se decompor na natureza, o plástico. Sem contar que a produção desse papel, a partir do plástico reciclado, evita que sejam cortadas milhares de árvores, que continuando na natureza, melhorarão o ar que respiramos.

Atualmente, são produzidas quarenta toneladas de papel de plástico, pela empresa Vitopel, de Votorantim, no estado de São Paulo. Daqui a um ano, eles pretendem estar produzindo cinco vez mais do que isso, pois a aceitação do produto está sendo melhor do que o esperado. Pode até ser que estejam fabricando, até lá, mais do que as duzentas toneladas, pelo interesse que o novo papel está suscitando.

E não é para menos: apesar de custar um pouco mais que o papel couchê, o papel de plástico é melhor do que ele, não rasga, é impermeável – lavável, portanto - e precisa de vinte por cento menos tinta para ser impresso. E o preço, como já dissemos em outra oportunidade, tende a diminuir, à medida que a demanda aumenta.

Já existem, por exemplo, escolas municipais e técnicas imprimindo seus livros didáticos com o papel de plástico, toneladas deles. A durabilidade dos livros de plástico é maior, o que faz com que possam ser usados por mais tempo pelos estudantes.

As editoras estão testando e analisando as qualidades do novo papel de plástico e logo logo teremos no mercado livros literários impressos no produto.

A revolução na maneira de como o livro será apresentado ao leitor, daqui por diante, que passa pelo livro eletrônico, em ascensão atualmente, passa a contar agora, também, com a novidade do papel de plástico, que torna a obra impressa ainda mais durável.

Esta nova tecnologia vem confirmar a expectativa de que o livro impresso não acabará tão cedo, que não concorrerá com o e-book para sobreviver, como querem alguns, mas conviverá com ele pacificamente.

 

(16 de abril/2011)
CooJornal no 731