
19/02//2011
Ano 14 - Número 723


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ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética
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Luiz Carlos Amorim
A MANUTENÇÃO DAS ESTRADAS E O PEDÁGIO |

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Na volta da minha viagem para o
norte do Estado, para ver o Festival de Música de Jaraguá do Sul – quinze dias
de música erudita executada por orquestras e bandas sinfônicas, corais da
melhor qualidade, distribuindo o vibrante som criado pelos grandes
compositores por toda a cidade, fiquei mais uma vez indignado, desta vez com a
falta de conservação da BR 101, principalmente no trecho do trevo de São
Francisco até Barra Velha. Não é só esse trecho que está se deteriorando,
vemos buracos abrindo e remendos toscos por toda a 101, mas naquele trecho a
coisa está muito ruim.
Há diversos buracos no asfalto, dezenas deles, numa estrada na qual a gente
paga pedágio para transitar. Então deveríamos ter uma estrada em bom estado,
em ótimo estado, já que entra muito dinheiro para a empresa que recolhe o
pedágio, considerando que a 101 tem um fluxo enorme. Mas não se vê ninguém
trabalhando. O que se vê são buracos e mais buracos, que tendem a aumentar com
a chuva e remendos mal feitos que estão se desmanchando, dando margem a mais
crateras.
Não há ninguém para fiscalizar se as empresas que cobram o pedágio estão
fazendo o seu trabalho? É só ganhar a licitação, começar a arrecadar o rico
dinheirinho do contribuinte e para fazer o trabalho nas estradas, tão
necessário para um mínimo de segurança, não há pressa?
De quem é a responsabilidade de verificar se a manutenção das estradas está
sendo feita e se está sendo feita com a qualidade e presteza necessárias?
O DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, não teria
algum papel nessa fiscalização? Ou então, quem tem a responsabilidade de
verificar se o dinheiro suado que o cidadão paga está sendo aplicado nas
melhorias das estradas, para que sejam mais seguras? Precisamos cobrar mais a
melhoria de nossas estradas. Afinal, pagamos pedágio para que? Apenas para
enriquecer uns e outros?
Sabemos que o problema não ocorre só no trecho da 101 que corta o sul, que o
estado de outras estradas é lastimável e perigoso, apesar de serem cobrados
escorchantes pedágios.
Nossa presidente precisa intervir também neste problema, exigindo que se faça
verificação de como e se estão sendo cumpridos os contratos feitos com as
operadoras de pedágio, essas cornucópias que se espalham pelo Brasil,
arrancando dinheiro de muitos para encher o bolso de poucos, sem que haja
contrapartida.
(19 de fevereiro/2011)
CooJornal no 723
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