05/02//2011
Ano 14 - Número 721





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ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 


Luiz Carlos Amorim
 

POBREZA E DIGNIDADE




 

Não votei na presidente Dilma, mas uma vez ela eleita, espero que faça um bom governo, porque como ela própria já disse, não governa para os seus eleitores e sim para todos os brasileiros.

Apesar das nomeações de fichas sujas para o primeiro escalão, ainda assim ouso esperar que as coisas possam melhorar. Infelizmente, tudo está se repetindo muito: os “políticos” são os mesmos, alguns deles, inclusive, foram expurgados do governo anterior. A presidente vai conseguir controlar a corrupção que vem grassando até agora, apesar do Ficha Limpa, que conseguiram quase ignorar, embora seja lei?

Um dos primeiros anúncios do novo governo foi a criação do PAC Pobreza, ou PAC Miséria, uma reedição do Bolsa Família, pelo que foi divulgado nos jornais. Falou-se muito e explicou-se pouco, nem nome definido o projeto tem ainda. Não sou contra, absolutamente, que se ajude os cidadãos pobres deste país. As pessoas, os brasileiros precisam sobreviver com um mínimo de dignidade. Discordo é da dependência de parte desses cidadãos, que ganham mais não trabalhando, recebendo o Bolsa Família, do que se estivessem empregados.

Espero que o novo PAC da Pobreza reveja, como prometido, a concessão do benefício, para que só aqueles que realmente precisam dele passem a recebê-lo. E que se invista mais na educação e na saúde, que se invista mais na segurança, que se invista pelo menos a diferença em formação e distribuição de conhecimento para que todos possam buscar dignamente a sobrevivência.

Não podemos continuar dando o peixe, precisamos dar condições às pessoas de pescar. Chavão inútil? Pois se tivermos uma escola pública melhor, uma educação mais eficiente, teremos cidadãos mais preparados para trabalhar e ganhar o seu sustento. Se investirmos mais na qualificação de professores, se eles forem bem pagos, se o Estado cuidar da educação como prioridade, não existirão vagas de trabalho sobrando, todos terão instrução bastante e estarão qualificados para trabalhar, para adquirir experiência.

Se pagarmos melhor as polícias civil e militar, teremos melhores profissionais desempenhando suas funções e a segurança não será o caos que é hoje.
Há muito para fazer nesse nosso Brasil, senhora presidente. O saldo que lhe coube como herança do governo anterior não são só benesses, como quer fazer crer o presidente que acaba de largar o poder. Há que se combater a corrupção, a falta de credibilidade da justiça, a falência da educação, da saúde e da segurança. E a inflação começa a dar sinais de sua aproximação.


(05 de fevereiro/2011)
CooJornal no 721