11/09/2010
Ano 13 - Número 701





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"Amigo da Cultura"

 

ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 

Luiz Carlos Amorim
 


A DISPONIBILIDADE E O PREÇO DO E-BOOK

 




 

Livro eletrônico é um assunto em ebulição, todo o mundo está de olho nas novidades e a gente descobre informações novas a cada dia.

Foi constituída, no Brasil, a Distribuidora de Livros Digitais, formada pelas editoras Record, Objetiva, Rocco, Sextante e Planeta. E a livraria Cultura, paulistana, assinou contrato com a DLD, mais as editoras Moderna e Salamandra, para ampliar seu acervo e está vendendo, através de seu site, mais de 1.200 títulos eletrônicos, ainda que apenas 700 deles em português. E vende também o e-reader Positivo Alfa, com tela touchscreen de 6 polegadas, 2 GB de memória e com Dicionário Aurélio já instalado.

Mas na verdade a Cultura não é a única, temos também a livraria virtual Gato Sabido, que também disponibiliza milhares de títulos, embora a maioria seja em inglês, e vende o e-reader Cool-er.

Temos, ainda, à venda por essas bandas de cá, um e-reader com software próprio, nacional, embora o hardware seja fabricado na China, o Mix Leitor D, da Mix Tecnologia. Além desses e do Kindle e do I-pad, há também o leitor eletrônico de e-books Pandigital, prometido pela Tecnoworld para outubro.

As editoras tradicionais, por sua vez, estão começando uma transformação necessária, pois os livros eletrônicos abrem a possibilidade de agregar muitas novidades além do texto e da ilustração, como vídeos, áudio, etc. Mais ou menos como está o jornal, hoje em dia: o impresso traz a notícia com foto ou ilustração, mas no site do jornal há vídeos, áudios com entrevistas, documentários, para complementar. De sorte que o livro impresso, que continuará existindo por muito, muito tempo ainda, trará o principal, que é o texto. A versão eletrônica poderá trazer elementos além disso, pois pode comportar outros tipos de informação visual e auditiva.

Vê-se que o livro digital está disponível para quem quiser aderir. O preço do e-reader (leitor eletrônico) ainda é meio salgado, começa em setecentos reais e vai até mais de mil reais. Aliás, há um por menos de setecentos reais, justamente o Kindle, o primeiro de todos, que conseguiu desmistificar o livro eletrônico, começando uma revolução no ato de ler, e pode ser comprado também por brasileiros, por quinhentos e cinqüenta reais – valor dele, que é de cento e oitenta e nove dólares, mais os impostos de importação.

Mas não foi só o preço dos e-readers, leitores eletrônicos para nós, brasileiros, que me deixou preocupado. Andei navegando pelas livrarias virtuais, aquelas que oferecem o livro em versão digital, e fiquei assustado com o preço de alguns livros. Vi livros em formato pdf e epub (para e-reader) de dois reais, mas também vi vários outros preços, num crescendo, de até mais de quarenta reais. Não era para ser muito mais barato do que o livro de papel, já que não há custo de impressão, o custo do papel, transporte, distribuição, etc? Encontrei livro que a versão impressa custava cinqüenta e quatro reais e a versão digital custava quarenta e nove. Será que vai ser assim?

Desse jeito, não vai ser o preço do leitor (e-reader) que vai inibir o leitor, mas sim o preço do próprio livro (e-book). Vamos acompanhar para ver como isso vai ficar.
 

(11 de setembro/2010)
CooJornal no 701