Livro eletrônico é um assunto em
ebulição, todo o mundo está de olho nas novidades e a gente descobre
informações novas a cada dia.
Foi constituída, no Brasil, a Distribuidora de Livros Digitais, formada pelas
editoras Record, Objetiva, Rocco, Sextante e Planeta. E a livraria Cultura,
paulistana, assinou contrato com a DLD, mais as editoras Moderna e Salamandra,
para ampliar seu acervo e está vendendo, através de seu site, mais de 1.200
títulos eletrônicos, ainda que apenas 700 deles em português. E vende também o
e-reader Positivo Alfa, com tela touchscreen de 6 polegadas, 2 GB de memória e
com Dicionário Aurélio já instalado.
Mas na verdade a Cultura não é a única, temos também a livraria virtual Gato
Sabido, que também disponibiliza milhares de títulos, embora a maioria seja em
inglês, e vende o e-reader Cool-er.
Temos, ainda, à venda por essas bandas de cá, um e-reader com software
próprio, nacional, embora o hardware seja fabricado na China, o Mix Leitor D,
da Mix Tecnologia. Além desses e do Kindle e do I-pad, há também o leitor
eletrônico de e-books Pandigital, prometido pela Tecnoworld para outubro.
As editoras tradicionais, por sua vez, estão começando uma transformação
necessária, pois os livros eletrônicos abrem a possibilidade de agregar muitas
novidades além do texto e da ilustração, como vídeos, áudio, etc. Mais ou
menos como está o jornal, hoje em dia: o impresso traz a notícia com foto ou
ilustração, mas no site do jornal há vídeos, áudios com entrevistas,
documentários, para complementar. De sorte que o livro impresso, que
continuará existindo por muito, muito tempo ainda, trará o principal, que é o
texto. A versão eletrônica poderá trazer elementos além disso, pois pode
comportar outros tipos de informação visual e auditiva.
Vê-se que o livro digital está disponível para quem quiser aderir. O preço do
e-reader (leitor eletrônico) ainda é meio salgado, começa em setecentos reais
e vai até mais de mil reais. Aliás, há um por menos de setecentos reais,
justamente o Kindle, o primeiro de todos, que conseguiu desmistificar o livro
eletrônico, começando uma revolução no ato de ler, e pode ser comprado também
por brasileiros, por quinhentos e cinqüenta reais – valor dele, que é de cento
e oitenta e nove dólares, mais os impostos de importação.
Mas não foi só o preço dos e-readers, leitores eletrônicos para nós,
brasileiros, que me deixou preocupado. Andei navegando pelas livrarias
virtuais, aquelas que oferecem o livro em versão digital, e fiquei assustado
com o preço de alguns livros. Vi livros em formato pdf e epub (para e-reader)
de dois reais, mas também vi vários outros preços, num crescendo, de até mais
de quarenta reais. Não era para ser muito mais barato do que o livro de papel,
já que não há custo de impressão, o custo do papel, transporte, distribuição,
etc? Encontrei livro que a versão impressa custava cinqüenta e quatro reais e
a versão digital custava quarenta e nove. Será que vai ser assim?
Desse jeito, não vai ser o preço do leitor (e-reader) que vai inibir o leitor,
mas sim o preço do próprio livro (e-book). Vamos acompanhar para ver como isso
vai ficar.