Já saiu a
versão cinemagrogáfica de “Eclipse”, o terceiro livro da saga “Crepúsculo”. A
série vampiresca, que foi magistralmente travestida de história de amor, pela
escritora Stephenie Meyer, vem fazendo estrondoso sucesso tanto em livro como
nas telas.
Mas isso se explica, pois já foi constatado que os escritores que abusaram da
fantasia, da criatividade e da imaginação, aliados ao talento para contar
histórias fantástico-maravilhosas, têm obtido pleno êxito. Outro bom exemplo é
“Harry Potter”, “O Senhor dos Anéis” e alguns outros.
Ah, mas esses romances para adolescentes não têm, necessariamente, grande
valor literário, isto é, pendem mais para a literatura comercial. Pode ser,
mas o fato é que essas obras tem arrebatado milhares, milhões de leitores pelo
mundo. E se essa literatura que explora a fantasia está atraindo leitores,
está incentivando a leitura de jovens e adolescentes e até de adultos, não
pode ser desconsiderada como instrumento valioso na criação do gosto pela
leitura.
É essa literatura, mais do que os clássicos – e não estou aqui dizendo que
eles não devem ser lidos, pelo contrário – que estão tornando a leitura mais
popular, mais frequente e mais apreciada, arrebanhando legiões de novos
consumidores de livros. E essas criações fantasiosas e imaginativas, que
incentivam o hábito da leitura junto aos leitores em formação e incrementa o
gosto pela leitura naqueles já iniciados, é e será sempre bem-vinda, pois
precisamos de fenômenos como esse que traz as pessoas para mais perto dos
livros.
A saga até alavancou a venda de outro livro, um clássico da literatura
universal, “O Morro dos Ventos Uivantes”.
É a leitura gerando mais leitura. E tudo aquilo que puder levar-nos a adquirir
o hábito da leitura, será sempre acolhido de braços e mentes abertas.