01/05/2010
Ano 13 - Número 682

ARQUIVO AMORIM



Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 

Luiz Carlos Amorim
 

A REVOLUÇÃO DO LIVRO

 




 

Este é um ano especialmente estratégico para comemorarmos o Dia Mundial do Livro. Por que digo isso? Por que vivemos o pico de uma revolução na publicação de livros.

O livro digital, ou e-book, chegou há uns bons anos, prometeu substituir o livro tradicional de papel impresso, mas não foi bem assim que as coisas aconteceram. O final da primeira década deste século marcou o começo de uma mudança nos hábitos de ler, pois as novas tecnologias de publicação e leitura de livros passaram a ser mais usadas. O Kindle, leitor eletrônico que começou a se popularizar, passou a ser mais usado, apesar do preço um pouco salgado. E este ano foi lançado o seu concorrente I-Pad, com mais recursos e que vendeu milhares de exemplares pelo mundo em menos de uma semana.

O Kindle, recentemente, passou a ser vendido também para o Brasil e o I-Pad vai estar disponível brevemente nas lojas da Aplle, por aqui. Com os leitores sendo vendidos, finalmente, os livros digitais também começaram a ter maior acervo em oferta. Até as editoras dos livros tradicionais, algumas delas, já estão oferecendo livros também em formato digital.

Comprovadamente, o livro como o conhecemos, de papel impresso, continua forte e vendendo cada vez mais. O e-book pode crescer – atualmente a sua abrangência ainda é pequena, apesar de se constituir em uma grande evolução no nosso hábito de ler – mas o livro tradicional vai continuar no mercado. Pode ser até que o e-book cresça muito mais, mas não deve ultrapassar o livro impresso. O que vai acontecer é que os dois conviverão em harmonia.

Com a informática a serviço da leitura, a tendência é que o hábito de ler se intensifique, até porque temos também o áudio-livro, que possibilita aos deficientes visuais serem também consumidores de literatura.

Mas o livro físico, aquele que podemos folhear, rabiscar e ler sem dependência de nenhuma fonte de energia, a não ser a nossa visão e a vontade de ler, continuará firme, mesmo com todas as outras formas de leitura que existem ou que porventura poderão vir a existir.

 

(01 de maio/2010)
CooJornal no 682