
24/04/2010
Ano 13 - Número 681
ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética
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Luiz Carlos Amorim
O PODER PÚBLICO E AS ÁREAS DE RISCO
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Venho falando há anos da irresponsabilidade, para dizer o mínimo, do poder
público, no que diz respeito à ocupação de áreas de risco em nossas cidades.
Tenho denunciado repetidas vezes o descaso de nossas “autoridades”, que
autorizam a construção de moradias em lugares que jamais poderiam comportar
benfeitorias.
Com mais uma grande tragédia, a do Rio de Janeiro, que tem suas encostas
despencando com chuvas torrenciais, causando a morte de centenas de pessoas que
moram naqueles locais de alto risco, o assunto veio à tona também aqui em Santa
Catarina. Mais pessoas, em nível nacional, têm denunciado a má administração
pública das áreas de risco, como geólogos, ambientalistas, ecologistas, etc.
Repórteres da televisão foram verificar como está a situação nos locais onde já
aconteceram tragédias nos últimos anos, em nosso Estado, e o que foi constatado
é que não só não se fez nada, como as construções em áreas perigosas continuam.
A verdade é que é crime o que vem acontecendo, pois o poder público de nossas
cidades não faz nada para coibir a ocupação de áreas que não devem ser usadas
para construir residência. E mais: como no caso do Rio, o próprio poder público
fez pior, depositando lixo na encosta do morro, por muito tempo, transformando a
área em lixão e depois autorizando que as pessoas usassem a área para morar.
As pessoas estão morrendo, vítimas de deslizamentos de encostas, estão sendo
feridas e perdendo tudo porque não foram impedidas de ocupar lugares proibidos.
E não me venham dizer que não é isso, pois nesses lugares há luz, água, há
urbanização e não é de duvidar que as pessoas ali estabelecidas estão pagando
IPTU.
Então os administradores que permitiram as ocupações ilegais deveriam ser
responsabilizados.
Esperemos que, pelo menos daqui para a frente, isso seja corrigido. E que a
médio prazo, aqueles que já estão nas áreas de risco sejam realocados. Para que
não aconteçam mais tragédias como as do Rio e como as que aconteceram em Ilhota,
Blumenau e em outras cidades.
E, cá para nós, que os políticos não queiram colocar a culpa também na natureza.
O que está acontecendo é apenas resultado do pouco caso e desrespeito do ser
humano para com o seu meio ambiente e da incompetência em administrar.
(24 de abril/2010)
CooJornal no 681
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