14/04/2010
Ano 13 - Número 680

ARQUIVO AMORIM



Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 

Luiz Carlos Amorim
 

LUSOFONIA EM FLORIANÓPOLIS

 




 

Aconteceu, pela primeira vez no Brasil, mais precisamente em Florianópolis, mais um Colóquio da Lusofonia, a décima terceira edição, que ganhou o nome de Açorianópolis. Convidados de vários países estiveram na capital catarinense, como Portugal, (Açores), Canadá, Austrália, Galiza, França, Moçambique, Bélgica, Cabo Verde e outros.

Lusofonia, para quem não sabe – e não é crime não saber – é o conjunto dos países que falam a língua portuguesa, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo. É a cultura dos povos que tem como língua o português.

Então, do dia cinco até o dia 9, Florianópolis sediou o Açorianópolis, ou XIII Colóquio da Lusofonia. Não apenas gente ligada às letras, mas artistas como cantores, músicos, atores e declamadores de vários países compareceram ao evento. Além dos debates de diversos assuntos que dizem respeito à língua, literatura, história e antropologia lusitanas, houve várias atrações paralelas com os artistas participantes. Além dos lançamentos de livros, muita música, como fado, música tradicional açoriana, música de Galiza e, é claro, música brasileira. Também sessões de teatro e recitais de poesia.

Diversos assuntos interessantes foram abordados, como “Literatura e açorianidade”, “Traduções do português e para o português”, “O Futuro da Língua Portuguesa nos três cantos do mundo”, “Arte e Cultura Lusófona” e muitos outros.
O debate a respeito do Acordo Ortográfico, que afeta todos os países de língua portuguesa, foi um dos temas principais levantados, mas eu não pude comparecer. Uma pena, pois estive em Portugal no ano passado, logo depois que começou a vigorar o acordo, e os portugueses não estavam nada contentes com as mudanças. E continuam descontentes. No Brasil, muito pouca coisa mudou e a adequação está sendo muito mais fácil. Mas para os portugueses de Portugal e de outros países as mudanças são mais abrangentes e chega até a mudar um pouco a maneira de falar, pois palavras como “óptico”, por exemplo, perdem o “p”.

O importante é que o encontro aconteceu aqui, temas importantes foram discutidos e a integração entre os países lusófonos está se fazendo.


(14 de abril/2010)
CooJornal no 680