
20/02/2010
Ano 13 - Número 672
ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética
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Luiz Carlos Amorim
A SEGURANÇA DE NOSSAS ESTRADAS
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As festas de final e início de ano tiveram, segundo foi divulgado hoje, o maior
índice de acidentes já registrados em nossas estradas. Foi nada mais nada menos
do que 24% a mais do que no mesmo período do ano passado. O número de mortes
também aumentou, consequentemente.
A justificativa, desta vez, foi a chuva. É claro que a chuva que causou os
deslizamentos tornou as estradas ainda mais perigosas e há também o aumento de
fluxo de veículos e a imprudência de alguns motoristas.
Mas vi apenas uma pessoa mencionar, em um noticiário da televisão, um ponto
importante que passa batido e também tem um peso bastante grande no índice de
acidentes: a chuva intensa faz com que apareçam os erros de projeto de nossas
estradas por esse Brasil afora. A chuva potencializa esses erros na construção
das estradas e juntando todos os fatores de risco, resulta no que tivemos: um
número de acidentes recorde.
Os erros de projeto – ou não cumprimento do projeto como ele foi feito – são os
mais diversos, desde os mais inocentes aos mais graves. Até a pessoa mais leiga
pode ver, por exemplo, lugares nas pistas onde acumula água durante a chuva, sem
escoamento, fazendo com que os veículos percam a estabilidade facilmente. Ou
então a inclinação que deve haver nas curvas da estrada, para que os veículos
não percam a estabilidade, não está correto. Essa inclinação, que é chamada de
“super elevação” pelos técnicos e engenheiros, tem que ser feita,
obrigatoriamente, para dentro da curva. Ou seja a inclinação para assegurar a
estabilidade e não jogar o veículo para fora da estrada deve ser feita de fora
para dentro. O que infelizmente acontece em alguns pontos de estradas como a BR
101, por exemplo.
E por aí afora, outros erros tornam as estradas mais perigosas. Estratégias das
construtoras que tentam gastar menos para ter mais lucro?
A verdade que esses erros, aliados a outros fatores, acabam custando a vida de
cidadãos que pagam caro para usar as estradas. E as estatísticas de acidentes
aumentam assustadoramente.
Cobra-se pedágio em quase todas as rodovias por este Brasil, e em alguns lugares
os preços são absurdos, mas a manutenção não é o que deveria ser, não é o que
deveríamos ter pelo que a gente paga. Além dos buracos, esses erros de projeto
deveriam ser corrigidos, deveríamos ter estradas de primeiro mundo, seguras e
impecáveis, considerando o pedágio que pagamos, além de mais outros impostos.
(20 de fevereiro/2010)
CooJornal no 672
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