
06/02/2010
Ano 13 - Número 670
ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética
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Luiz Carlos Amorim
O ANO DA MUDANÇA
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O ano passado, de crise, corrupção e tragédias, já não foi um ano bom. E este
ano de 2010 também não começou nada bem. Mas por quê? Por causa do tempo, das
tempestades, da natureza? Não, por causa de nós mesmos, por nossa culpa, nós,
seres humanos. Se não respeitarmos a natureza, ela também não terá como nos
devolver respeito e segurança. É uma troca natural e justa. Então, temos que ter
esperança, mas também temos que ter responsabilidade, pois o novo ano não será
melhor por um passe de mágica.
Temos que fazer deste ano o ano da conscientização e do propósito de cuidar do
nosso lar, cuidar do nosso planeta Terra, que até aqui só fizemos tentar
matá-lo. E ele está estertorando.
Então, este novo ano terá que ter a marca da renovação, da certeza de que
podemos mudar, de que podemos provocar mudanças em nós e no próximo, de que
essas mudanças precisam começar e podem trazer, oxalá, condições de vida melhor
para todos se tivermos um planeta mais vivo, mais saudável, com o meio ambiente
e a natureza protegidos.
E essa esperança de um futuro melhor, sem poluição do ar, da água, do mar e do
solo, vai nos trazer uma coisa não menos importante: a paz. Precisamos plantar,
cultivar e disseminar a paz, sem a qual todo o resto, até a esperança, será em
vão. E sabemos que nós somos o instrumento da paz, os construtores da paz, os
responsáveis pela sua existência e permanência.
Não podemos contar com uma transformação instantânea, com a correção dos erros
do passado em um piscar de olhos. Mas precisamos começar. Com urgência. Temos
que participar da renovação, com solidariedade e honestidade, fazendo cada um a
sua parte.
Nossa sociedade está imersa em uma era de corrupção e mentiras e precisamos
redirecionar essa energia desperdiçada para o cuidado necessário que temos de
ter com o nosso pequeno mundo, entrando em uma nova era, esta de transparência e
verdade. Impossível? Este é o ano da esperança e da realização e não haverá
esperança se não tentarmos construir um futuro melhor. Temos que trabalhar e
contribuir para que a natureza seja nossa aliada, neste caminho para a paz, e
não nossa inimiga. Temos que parar de desafiá-la e protegê-la. Precisamos nos
unir a ela para salvar nosso planeta.
(06 de fevereiro/2010)
CooJornal no 670
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