21/11/2009
Ano 12 - Número 659

ARQUIVO AMORIM



Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética

 

Luiz Carlos Amorim
 


DOMINGO DE PRIMAVERA



 




 

Hoje vou falar de um domingo. Um dos últimos domingos de primavera. Ela, a primavera, deu umas espiadinhas, com o sol aparecendo de vez em quando por entre as nuvens, como quem diz: “tá bom, eu sei que é primavera!“ Mas os pedaços azuis de céu são muito pequenos, às vezes prometem aumentar e dá uma esperançazinha, mas logo nuvens escuras e carregadas começam a tomar o seu lugar.

Sei que o ser humano não correspondeu a sua beleza e generosidade, Primavera, desrespeitando a natureza, não cuidando da nossa velha e cansada Terra, o lugar que lhe foi dado para que vivesse feliz, seguro e em paz.

Mas fique um pouquinho mais, Primavera, abra o céu e o sol e ilumine as cores das tantas flores que ainda permite que desabrochem, apesar do descompasso do tempo, causado pela poluição e pelo descaso de nós, homens, sábios homens. Sabemos que estamos fazendo tudo errado, mas continuamos fazendo tudo errado em prejuízo de nós mesmos.

Fique mais tempo com a gente, Primavera, traga o sol e ilumine a mente dos homens que dirigem o mundo, para que percebam que é preciso agir, tomar providências. Senão, vamos antecipar o fim do nosso planeta.

Primavera, tu és renascimento, és esperança de recomeçarmos fazendo as coisas de maneira certa, não desmatando, não poluindo, fazendo uso de energias limpas, revivendo nossos rios, não contaminando os mares e o ar.

Será que nós, homens, saberemos entender isso? O tempo está acabando... É mais do que hora de nos conscientizarmos de que nós mesmos estamos provocando o descontrole climático, é hora de pararmos de provocar a natureza e nos aliarmos a ela, tratando-a com respeito. Se não pararmos de destruir, como esperar que a natureza não se ofenda, como esperar que ela não desista e deixe que o fim se aproxime cada vez mais? É o que estamos procurando...



(21 de novembro/2009)
CooJornal no 659