
10/10/2009
Ano 12 - Número 653
ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética
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Luiz Carlos Amorim
O SER HUMANO E A NATUREZA
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Neste feriadão de sete de setembro estive em Corupá – e foi um susto muito
grande acordar de madrugada com o barulho da força do vento, coisas batendo e
quebrando, muita chuva. No dia seguinte, ao andar pela cidade, vi o que o vento
fortíssimo havia feito: telhados destruídos, árvores arrancadas ou partidas, até
construções caídas no chão, além de postes e out-doors lançados por terra. Vendo
os telejornais, vi que não fora só ali o caos com tanto vento e tanta chuva. Em
quase toda Santa Catarina, tornados haviam passado e deixado rastros de
destruição. Ventos de mais de cem quilômetros horários distribuíram pânico e até
morte pelo sul e sudeste do nosso Brasil e na Argentina.
E vi a chuva caindo, aumentando o risco de novos deslizamentos, aumentando a
angústia daqueles que têm suas casas em locais de risco.
Lembrei que aquela fora justamente a madrugada seguinte a do dia 7 de setembro,
quando deveríamos ter comemorado a nossa independência, a liberdade de todo
cidadão e pareceu ironia aquela situação de tragédia. A natureza, mais uma vez,
nos alertava para o fato de que não estávamos cuidando direito do meio-ambiente.
Que podemos ser livres, sim, mas nosso direito vai até onde começa o direito do
outro. E não estamos respeitando o nosso planeta, o lugar onde vivemos.
E a natureza apela, mais uma vez, para que o ser humano repense as suas ações
neste nosso mundo, para que ele não sucumba de vez com tanta poluição, tanto
descaso, tanta irresponsabilidade.
E a natureza lamenta: “Sinto muito pela dor que este tempo tão diverso está
causando, mas ele está assim porque o homem, o ser humano, não tem se preocupado
com o meio-ambiente – com o ar, com a terra, com a água, que são a sua vida. A
poluição acumulada, não contida há tanto tempo, é que descontrolou o clima. A
ganância desmesurada fez com que se fechasse os olhos às agressões contínuas ao
meio-ambiente. E isso resulta nas tragédias que estão acontecendo ao redor do
mundo. O homem precisa respeitar mais e proteger a natureza para ser protegido.”
Isso não me saiu mais da cabeça, pois sei que a natureza está dando o seu
recado, disso não há a menor dúvida. Nós, homens, sábios homens, precisamos nos
conscientizar, o mais rápido possível – esperemos que não seja tarde demais – de
que é preciso fazer alguma coisa, tomar atitudes para que salvemos o nosso
planeta Terra.
(10 de outubro/2009)
CooJornal no 653
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