
22/08/2009
Ano 12 - Número 646
ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética
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Luiz Carlos Amorim
PROFISSÃO: JORNALISTA
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É um retrocesso o que o Supremo Tribunal Federal fez ao acabar com a exigência
de diploma para a profissão de jornalista. Como é que uma profissão como esta,
que tem trazido a público denúncias graves de sequelas (por que não dizer
crimes?) em vários segmentos da sociedade, principalmente da politicagem que se
pratica neste país, pode ser exercida por qualquer pessoa, sem que tenha tido
qualificação adequada, formação apropriada?
Os fatos têm que ser mostrados com clareza e exatidão, não podem ser
transmitidos por qualquer um, que não tenha estudado para isso, que não tenha
sido preparado para isso.
Não falo de quem, como eu, tem um espaço na imprensa para falar deste ou aquele
assunto, pois a responsabilidade do que eu declarar é minha, já que estou
externando uma opinião pessoal, que pode coincidir, até, com a visão da maioria.
Posso até revelar fatos, para comentá-los, mas a minha função não é comunicar o
que está acontecendo, dar notícias. Posso até ser formador de opinião, mas não
sou o redator de acontecimentos que são notícia.
Será que estão achando que a profissão de jornalista está acabando, por causa da
revolução na comunicação que a Internet está causando? O fato de alguns jornais
impressos estarem perdendo força, terem parado de circular, pelo mundo, não quer
dizer que o jornalismo vá acabar. Pelo contrário, nunca de disseminou tanto a
informação como hoje. Então, mais do que nunca, o jornalista precisa ser
preparado, pois está havendo, sim, uma mudança na maneira de dar a notícia. Mas
o jornalista não sairá de cena, absolutamente, o bom profissional será cada vez
mais necessário, daqui por diante.
Ele precisa, sim, de formação, para que tenhamos informação confiável e correta
em todas as mídias. A informação, atualmente, é instantânea, mas precisa ser
verdadeira.
Nada contra aquele que está exercendo a profissão sem ter o diploma, a prática é
uma boa escola, mas o ideal é começar a trabalhar com respaldo, com base, com
conhecimento, sem fazer da profissão um laboratório, sem obrigar o leitor a
consumir experiências e tentativas que podem não ser muito felizes.
(22 de agosto/2009)
CooJornal no 646
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