
08/08/2009
Ano 12 - Número 644
ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética
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Luiz Carlos Amorim
QUEM QUER PUBLICAR LIVRO?
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Li, numa edição dessas revistas semanais de informação, a matéria “Quer publicar
seu livro?”, sobre a implantação, no Brasil, da confecção de livro sob demanda,
isto: o livro só é impresso quando alguém comprar. Isso já existe em outros
países, mas no nosso país é a primeira iniciativa: o escritor cadastra o seu
livro no site “editora-loja virtual”, (editado, claro, pois o sistema só aceita
a inscrição se a edição estiver de acordo, imagem da capa exatamente do tamanho
solicitado e assim por diante, tudo como o programa exige, senão não processa –
tem as suas falhas, como não ter configuração para colocar o título do livro e
nome do autor na lombada, mas funciona) e ele imediatamente estará disponível
para compra no Clube dos Autores (www.clubedeautores.com.br).
Muito prático, uma grande oportunidade para o escritor que não consegue uma
editora para a sua obra. Outro senão, é que o livro não passa por nenhuma
análise, tudo é feito pelo autor, pois ele vai ser publicado do jeito que for
cadastrada.
Mas há um pequeno-grande detalhe: o custo final para o leitor fica um pouco
alto. É certo que o autor não tem nenhuma despesa, não precisa pagar nada, a não
ser que queira comprar o livro pronto. Ele coloca o seu livro lá e espera que
seja vendido. Se vender, recebe os direitos autorais, que ele mesmo estipula,
depois de alcançado um determinado valor.
Eu fui lá colocar livros meus para ver como funcionava e achei muito caro o
preço final, por exemplo, para um livro de noventa e duas páginas: trinta e dois
reais e oitenta e nove centavos. Mais a despesa de remessa, sai por quase
quarenta e cinco reais. Mas é uma opção de ter o livro publicado.
A matéria na revista faz pensar que o preço final do livro, para o consumidor, é
menor do que aquele das “publicações convencionais”. Como vimos não é. Mas é um
recurso que está à disposição e podemos lançar mão dele.
Com esta opção, o leitor compra o livro e o recebe em casa, impresso em papel, o
livro como o conhecemos, da maneira tradicional. Coincidência ou não, vejo num
jornal uma matéria mais recente sobre o site Bookess, daqui de Florianópolis,
que é, ao mesmo tempo, livraria, editora e biblioteca virtual. O escritor que
quiser colocar o seu livro on-line, à disposição dos leitores, sem custo nem
para ele nem para os leitores, deve acessar www.bookess.com.br, cadastrar-se e
seguir as instruções para mostrar sua obra.
É claro que ler na tela do computador não é a mesma coisa que folhear um livro
impresso em papel, mas a gente vai se adaptando. Até eu, que não tenho olhos
muito bons, já comecei a fazer isso. Pelo depoimento de quem já disponibilizou
seu livro no site, há quem tenha muito ibope. Uma das autoras que está no
Bookess afirma ter tido milhares de acesso em um de seus livros.
Não dá pra negar que é um bom começo. Além de publicar a própria obra, o
escritor cadastrado tem acesso a todo o acervo do site, caso se interesse em
ler. E não é raro o escritor que publica lá e em decorrência disso acaba
conseguindo publicar o livro em papel impresso, tão desejado por todos que
escrevem. Uma audiência grande de um livro pode fazer aparecer patrocinadores,
uma editora interessada, até leitores que se comprometem a comprar o livro e
assim viabilizam a edição do formato tradicional.
Não que o livro virtual vá ameaçar os impressos, absolutamente. Mas uma coisa
pode ajudar a outra.
(08 de agosto/2009)
CooJornal no 644
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