
20/06/2009
Ano 12 - Número 637
ARQUIVO AMORIM

Luiz Carlos Amorim
em Expressão Poética
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Luiz Carlos Amorim
FLORES DE ANO NOVO
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Não tem jeito, não há como falar de Natal sem lembrar da árvore de jacatirão. Ou
não há como ver o jacatirão florido, em novembro e dezembro, e não pensar no
Natal. O jacatirão deveria ser a flor oficial do Natal, a flor que representa o
Natal, a flor que a natureza escolheu para enfeitar o mundo para a chegada do
Menino que nasce em todos os dezembros.
Porque nós, homens, sábios homens, enchemos nossas cidades de luzes e árvores
enfeitadas com frutinhas artificiais muito coloridas, enquanto a natureza,
simplesmente, desabrocha flores de jacatirão, tantas delas que as árvores quase
tem o verde das folhas escondido, as cores oscilando do vinho até a cor da paz.
E nós decoramos nossas selvas de pedra, tentando imitar a natureza que, humilde,
explode em cores, cúmplice do sol, esse sol que empresta toda a sua luz para
juntos, festejarmos o nascimento de um Menino Eterno.
E floresce o jacatirão, depois floresce o flamboiã e floresce também a
primavera. E desabrocham tantas outras flores que se unem à comemoração da festa
maior da humanidade, a festa de boas vindas, o Natal, que o mundo inteiro parece
uma aquarela que a natureza pinta com as suas cores, vivas e verdadeiras.
E não é só o Natal que essa profusão de cores desabrochando emolduram. Elas
tornam mais bonito o Ano Novo que chega, traduzem a esperança que podemos ter na
renovação, no recomeço. Elas nos mostram que o mundo pode ser bonito, se
deixarmos. Que o novo ano pode ser melhor, se quisermos fazê-lo melhor. É a vida
abrindo caminhos coloridos e cheios de brilho para que o romper de um novo ano
seja iluminado e feliz.
(20 de junho/2009)
CooJornal no 637
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