| Luiz Carlos Amorim
LITERATURA PARA TODOS |
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Está acabando, neste mês de junho, a coleção Obras Primas, que levou às bancas
de jornais e revistas cinqüenta clássicos da literatura universal, em edições
sofisticadas e integrais por preço bem menor do que pagaríamos nas livrarias
convencionais.
A reedição da coleção começou há quase um ano, ao preço de R$ 9,90 por unidade e
lá pelo vigésimo quinto volume, mais ou menos, aumentou para R$ 11,90. Ainda um
ótimo preço, se considerarmos que os mesmos livros, em outras edições, podem
custar até R$ 50,00 cada.
A coleção que se completa é reedição ampliada do que foi publicado há bastante
tempo atrás pela Abril Cultural, exatos vinte anos, a contar do final da
primeira edição. Tivemos, atualmente, o acréscimo de dez livros aos quarenta que
haviam sido publicados em 1981/82: “As Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift,
“Os Três Mosqueteiros”, de Alexandre Dumas, “Casa de Bonecas”, de Henrik Ibsen,
“Ivanhoé”, de Walter Scott, “Lady Barberina” e “A Outra Volta do Parafuso”, de
Henry James, “O Ateneu”, de Raul Pompéia, “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio
Gonzaga, “Suave é a Noite”, de Scott Fitzgerald, “As Flores do Mal”, de
Baudelaire, “A Casa das Sete Torres”, de Nathanael Howthorn. Este time completou
a seleção que já contava com monstros sagrados como Zola, Steinbeck, Boccaccio,
Diderot, Balzac, Cervantes, Dante, Camus.
Mas não fiquem tristes os leitores de carteirinha da boa literatura, com o fim
de Obras Primas. Ao tempo em que termina aquela coleção, começa outra, a
Biblioteca da Folha, do Jornal Folha de São Paulo. São clássicos da literatura
também, pelo mesmo preço praticado pela Abril (afinal, a editora e o jornal são
afins) e os livros têm a mesma qualidade na apresentação e no conteúdo. São
trinta obras que poderão ser compradas junto com o jornal, na banca,
semanalmente. Os autores são, talvez, do mesmo nível da outra coleção, até
coincidindo alguns nomes, inda que não os títulos: James Joyce, J. Conrad,
Ernest Hemingway, Proust. Outros, também de peso, juntam-se a esses para
enriquecer a coleção: Gabriel Garcia Márquez, Kafka, Vargas Llosa, Umberto Eco e
tantos mais. Autores nacionais fazem parte da Biblioteca da Folha, como João
Ubaldo Ribeiro, Carlos H. Cony, Graciliano Ramos, Rubem Fonseca.
Por mais trinta semanas podemos, portanto, continuar indo às bancas para comprar
livros bons e baratos. Quem disse que não dá pra vender o livro, o bom livro de
boa literatura, por um bom preço, dando a um maior número de leitores a
oportunidade de comprá-lo? A coleção Obras Primas vendeu mais de três milhões de
exemplares. O número de leitores deve ter aumentado bastante por este Brasil
afora, nestes últimos tempos.
(07 de junho/2003)
CooJornal no 318
Luiz Carlos
Amorim,
escritor e poeta, Coordenador do Grupo
Literário A ILHA
Editor e Webmaster do portal Prosa,
Poesia & Cia.
lzamorim@terra.com.br
Florianópolis, SC